O   Triunfo  dos   Porcos

Quem tem medo do LOBO MAU ?     Nós  NÃO . . .

Performed by:   OS  TRÊS  PORQUINHOS

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Agradecimento ao Porco Nocturno pela logística

Voyeur
on-line

  O LOBO MAU - O TRIUNFO DOS PORCOS acabou

Ainda bem, já não era sem tempo, essa inutilidade já devia de ter desaparecido há muito tempo!
Agora, sem eles, a minha vida deixou de ter sentido...
Abaixo o Governo! Os 3 Porquinhos ao Poder!!!
Não digo nem que sim, nem que não, bem pelo contrário.
O Triunfo do quê? Isso come-se???

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PROGRESSO E DESENVOLVIMENTO
 
Após alguns anos longe da minha terra de origem, regressei recentemente, por motivos profissionais. Eu sabia que iria sofrer um choque com este retorno forçado, sobretudo porque deixaria a minha vida social estabelecida anteriormente, e muito dificilmente me integraria num novo contexto social, com o qual poucas afinidades possuo e onde passei a ser um desconhecido. Mas o que eu não sabia é que iria descobrir uma localidade na senda do desenvolvimento e progresso. Até porque sempre achei que a minha pacata e atrasada terra estava imunizada, para o bem e para o mal, contra o virus do desenvolvimento... E eis que me enganei redondamente! Os sinais de que o progresso chegou são demasiado evidentes para os ocultar, são a prova de que a minha terra enveredou pela via do progresso, como se pode facilmente comprovar pelos seguintes indicadores:

-Já existem numerosos arrumadores de carros pelas ruas e parques de estacionamento;
-A violência nas escolas surgiu e aumentou de repente;
-A criminalidade disparou, assim como a insegurança e o consumo e tráfico de drogas;
-Existe delinquência juvenil e prostituição nas ruas;
-Para além dos trabalhadores imigrantes da Europa do Leste, apareceram em massa os dos PALOP, cujos filhos se passeiam em bandos pelas ruas;
-Abriram várias lojas de chineses e indianos;
-Os contentores habitacionais de betão começaram a multiplicar-se desordenadamente por todos os lados;
-O stress das grandes metrópoles invadiu as nossas vidas.

Sim, definitivamente a minha terra apanhou o combóio do progresso. Estou muito feliz por isso. Bem-haja!

-:: Big Porco ::-  Sábado, Setembro 27, 2003  



(IM)PRODUTIVIDADE
 
Foi divulgado recentemente um relatório, por parte da Comissão Europeia, relativamente à produtividade na Europa. E, não fugindo à regra, os trabalhadores portugueses foram considerados "os menos produtivos", ou seja, os que menos riqueza produzem per capita relativamente ao tempo de trabalho. Pois bem, como não se conseguiu determinar nem tão-pouco resolver as causas para tal problema, resolvemos obter as causas e soluções para o mal que atinge o nosso país.

Causas:
- O problema não está nos trabalhadores portugueses, mas sim nos trabalhadores em Portugal. Ou, dito de outro modo, o problema está em Portugal... Senão, vejamos: como poderemos explicar a produtividade elevada dos trabalhadores portugueses emigrados noutros países? Ou as baixas taxas de produtividade dos imigrantes africanos, europeus do leste, sul-americanos ou asiáticos que, neste momento, enchem o país e andam pelas ruas sem nada fazer.
- Segundo as Finanças, é sabido que as classes baixa e média em Portugal são mal remuneradas. Mas o que indicia a improdutividade dos trabalhadores portugueses em Portugal não são os seus baixos salários, mas sim os parcos lucros obtidos pela geralmente considerada classe alta - ou seja, os patrões -, traduzidos pelas declarações fiscais de rendimentos anuais substancialmente reduzidos. Tal facto significa que as empresas não geram riqueza devido exclusivamente à baixa produtividade dos seus funcionários, visto que, do ponto de vista tecnológico, os diversos empresários garantem que as suas empresas possuem know-how de nível avançado, proporcionando igualmente elevadas condições de trabalho.

Soluções:
- O exemplo deveria vir sempre de cima - neste caso, dos políticos portugueses. Relativamente aos ordenados que auferem, a sua produtividade é manifestamente reduzida. Desse modo, seria preferível conceder à actividade política o estatuto de hobbye ou passatempo, ainda que remunerado. Os políticos continuariam com os seus "tachos" e, simultaneamente, as incontáveis horas de suposto trabalho onde nada se produz deixariam de ser contabilizadas para efeitos estatísticos.
- As profissões de professor e médico passariam a ser consideradas part-time, de modo a serem eliminadas horas de trabalho não produtivas. Segundo recentes notícias vindas a lume, os professores em Portugal são os mais bem pagos da Europa Comunitária, e os médicos não são conhecidos por possuírem estilos de vida propriamente modestos, como se pode facilmente observar, por exemplo, nas numerosas viagens por eles efectuadas... No entanto, a maior parte do tempo de trabalho dos professores é passada em inúmeras greves, enquanto que os médicos, quando não estão em greve, estão concerteza enfiados num qualquer seminário patrocinado por empresas farmacêuticas. O resultado para esta falta de produtividade é alunos cada vez piores e doentes em listas de espera infinitas que vão aumentando.
- Os desempregados e os presos condenados pela justiça deveriam exercer, precisamente, as profissões de "desempregado" e "preso", por forma a merecerem, respectivamente, o Subsídio de Desemprego e o alojamento que auferem sem nada fazer. Desse modo contribuiriam para a redução da taxa de desemprego, aumentando ainda a taxa de produtividade ao executarem, por remunerações irrisórias, trabalhos rejeitados pela maioria da sociedade civil.
- Poderiam ser incluídas no actual quadro de profissões algumas das actividades consideradas injustamente marginais, como a prostituição e, sobretudo, os arrumadores de carros. Como se pode depreender neste último caso, os lucros são elevados em face do tempo de trabalho disponibilizado e da ausência de custos com material.
- Como solução drástica, haveria sempre a hipótese de Portugal poder ser anexado pela Alemanha...

-:: Big Porco ::-  Domingo, Setembro 21, 2003  



CYBERLOVERS
 
Sempre me questionei – a propósito de alguns casos que tenho conhecimento – sobre o que passaria na cabeça dos imigrantes da “Europa desenvolvida” que resolveram estabelecer-se definitivamente em Portugal... Com efeito, considero digno de registo essas fabulosas epopeias dos estrangeiros rumo a um país desconhecido e misterioso. Por vezes, chego a pensar se não se deveriam comparar esses colossais actos de coragem às odisseias perpetradas pelos nossos antepassados, rumo às incógnitas terras do Novo Mundo através de mares juncados de perigos, perseguindo os seus sonhos. A ÚNICA diferença é que já não é por mares que rumam ao seu destino, mas sim através de estradas, muito mais perigosas e mortais (sobretudo em Portugal)! Voltando à questão inicial, consigo-me imaginar agora no papel de um psiquiatra durante uma consulta a um paciente, cujo problema é, nada mais nada menos, que a sua decisão de iniciar uma nova vida em Portugal:

Eu, o psiquiatra (coçando a cabeça): - Vejo que temos aqui um caso grave... Já tratei de pessoas com tendências suicidas, violadas, fanáticos que querem explodir com tudo o que puderem... Mas nenhum caso é tão grave como o seu...
O doente (algo surpreso): - Grave porquê, doutor? Tudo o que eu desejo é viver num país bonito, e pacato, com gente simpática, onde tudo é mais barato, não existem problemas com guerras, terroristas, desastres naturais e, além do mais, possuí-se um elevado nível de vida sem o stress daqui!
E: - Onde é que você viu isso? Numa agência de viagens?
D: - Também. Mas foram amigos meus que lá estiveram e me falaram muito bem de Portugal! Além disso, procurei igualmente informações na internet.
E: - Ah, sim... Na net, não é? E não viu, por acaso, também o Elvis vivo? Ou extraterrestres a viverem no meio de nós? Ou armas de destruição em massa no Iraque? Hã? Diga lá?!!!
D: - Hmmmmmm... Pois, mas os meus amigos…
E: - Tem mesmo a certeza que são seus amigos? Quantos se lembram do seu aniversário? Será que não se querem livrar de si? Nunca os ouviu espalhar boatos sobre a sua vida? Nunca se sentiu vigiado sem saber porquê? Ou nunca teve coincidências demasiado estranhas envolvendo os seus “amigos”? Eles querem o seu emprego... Os seus bens... A sua mulher... A sua vida... Mete a sua mão no fogo por eles?
D: - Mas, mas... Ssssiiiiiiiinnnnnããããhhhhhhhhuuuummmmmmmm......... Não sei, não sei... Aaaiiiiiiiiiiiii.............
E: - Diga-me sinceramente : o que você sabe de Portugal? O que ouve falar desse país geralmente? Fale francamente...
D: - É uma província semi-independente de Espanha, parecido com o Mónaco, mas muito mais pobre. Fica no norte de África, e a pessoa mais conhecida é o jogador de futebol Eusébio, a sua esposa Amália, e os seus três filhos, os pastorinhos que subiram ao céu em Fátima...
E: - Sim, sim... Diga mais...
D: - Lá fala-se uma mistura de espanhol com francês – pelo menos foi o que ouvi o lider de Portugal falar, o rei Mário Soares.
E: - Sim, continue...
D: - É um país muito pequeno, onde apenas cabe uma praia chamada Algarve, na qual se situa a capital, Lisboa, e junto à praia fica um campo rural, onde as pessoas andam de burro em caminhos de terra.
E: - Fale-me agora das pessoas.
D: - Bem, os homens são baixos, gordos, machistas e usam bigode... As mulheres vestem-se de preto com umas 10 saias, levam porrada dos maridos, e são baixas, gordas e têm bigode... Costumam beber vinho e comer couves, bacalhau salgado e tripas de porco...
E: - A-ha... E então é para aí que você quer ir viver, hem?
D: - Mas isso é o que se diz por aí!
E: - E você prefere acreditar em quê? Nos seus amigos e na propaganda turística desse país, ou nas televisões, jornais e rádios? Será que TODAS as outras pessoas é que estão erradas?
D (metendo as mãos à cabeça, olhando para o vazio e chorando): - Meu Deus, meu Deus... O que fiz eu???? Doutor, por favor... Ajude-me, ajude-me... O que tenho de fazer?
E: - O seu caso só tem uma solução : aconselho-o a ir antes para a Nova Zelândia!

-:: Big Porco ::-  Sábado, Setembro 20, 2003  



PSEUDO - COMUNAS
 
Há relativamente pouco tempo, tive a honra de ir ao casamento de uma amiga minha. Nada de invulgar, até aqui. O que me surpreendeu foi a atitude – deveria dizer antes “as” atitudes – de um amigo meu, também ele convidado!

Esse meu amigo, que se auto-proclama como "comunista convicto", é um acérrimo defensor das virtudes comunistas, para além de ser um habitué da melhor festa do Mundo (nas suas palavras), a Festa do Avante, assim como dos congressos do PCP. Já por diversas vezes tivemos acesas discussões de índole política, pois considero-me com convicções políticas díspares relativamente ao panorama existente e, por isso mesmo, apartidário – gosto de ser sarcástico com toda a política.

Voltando à questão inicial, esse meu amigo conseguiu deixar-me deveras apreensivo, sem contudo termos tido qualquer tipo de conversa política. Mais do que palavras, foram os actos que me acometeram o espírito de dúvidas: é certo que nunca consegui perceber como poderiam esses intitulados “comunistas” idolatrar personagens dúbias como Che Guevara, Lenine ou Fidel Castro, condenando veementemente – e bem – os massacres perpetrados por fascistas como Hitler, enquanto desculpabilizam vergonhosamente os de comunistas como Estaline, Mao Tsé-Tung ou Pol Pot. Se defendem o indefensável apenas porque consta da “cartilha vermelha”, já o mesmo não se passa relativamente ao estilo de vida por eles seguido. E o meu amigo é um bom exemplo disso.

Durante a boda de casamento, eu e outros convidados comentámos com o meu amigo “comunista”, em jeito de brincadeira, o facto de ele ter vindo para o casamento vestido com pólo, calças de ganga e sapatilhas, ao que ele retorquiu apelidando-nos de “porcos fascistas e capitalistas engravatados”. Na minha longa experiência de vida, aprendi que, com este tipo de conversas, mais vale calarmo-nos. Foi o que fiz. Calei-me... mas não deixei de ver e ouvir! E, assim, pude observar e aprender como é o estilo de vida de um “comunista intransigente” : apesar de não vestir fato e gravata, usava roupas de marca e, por conseguinte, consideradas dispendiosas para a generalidade das pessoas ; conduzia um carro topo de gama, que os pais lhe haviam oferecido para as deslocações à universidade, onde frequentava o curso de gestão ; apenas falou, praticamente, com pessoas que possuíam um elevado grau económico ou cultural ; recusou-se a dançar ao som de música popular, pois era o divertimento do “povo ignorante” e da “gentalha” ; comentou como, com auxílio de conhecimentos partidários, chegou a dirigente associativo académico, o que lhe permitiu ir fazendo o curso sem precisar de se esforçar muito ; por fim, quando se vislumbrava a despedida dos noivos, aludiu ao derby de futebol que ainda ía assistir, numa televisão panorâmica de écran plano, na nova casa de praia que os pais tinham recentemente adquirido!

Durante os próximos tempos, irei meditar sobre esta situação.

-:: Big Porco ::-  Quinta-feira, Setembro 18, 2003  



O LOBO MAU
 
É falso! É mentira! É uma abjecta hipocrisia! É uma caluniosa difamação!

O Lobo não é mau. O Lobo é, apenas, incompreendido. O Lobo é, simplesmente, produto de uma sociedade cínica, narcisista e materialista. O Lobo é meramente o inocente mais fácil de acusar de todos os males do Mundo. Mas o Lobo não é mau, nunca foi mau, e jamais será mau. É somente incompreendido... E estúpido...

A história é escrita pelos vitoriosos, sob o seu prisma e deturpando a verdade conforme a sua conveniência. Nesta guerra, nós, os porquinhos, fomos os vencedores. Alguém imbecil que prefere comer a velha em vez da miuda leviana merece ser incriminado de tudo, justa ou injustamente (acreditar que uma rapariga vestida de vermelho andando sozinha no bosque iria visitar a avózinha é o mesmo que crer que as miudas do parque de Monsanto apenas pretendem levar uma saudável vida ao ar livre! Francamente...). Alguém que é ingénuo a ponto de pensar que consegue arrasar um muro de betão armado com um simples sopro não é digno de possuir uma existência credível. O Mundo é nosso, dos espertos, e relembrando George Orwell, está para breve o Triunfo dos Porcos. Nós somos ardilosos, imorais, espúrios, dissimulados, intriguistas, viperinos, déspotas, lascivos. E somos nós que vos rodeamos. E, acreditem, somos mais, muito mais do que três... Ou não...

-:: Big Porco ::-  Sexta-feira, Setembro 12, 2003  







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